Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)
Com o final do ano litúrgico e o início de um novo, a liturgia nos ajuda a buscar o sentido último de nossas vidas e a nos perguntar sobre o centro de nossa existência. Quando celebramos na véspera da Solenidade de Cristo Rei a nossa Festa da Unidade foi justamente com o enfoque de salientar como a centralidade de Jesus Cristo nos leva à comunhão e à fraternidade. Ele nos dá o Espírito Santo, que nos une a todos.
Nesses dias em que nos preparamos para o ano da “caridade social” em nossa Arquidiocese, somos instados a refletir sobre o Reino de Deus. O Reino de Cristo é, antes de tudo, o reino de verdade, o reino de graça, o reino de justiça e o reino de misericórdia, como tem insistido, cotidianamente, o Santo Padre Francisco. O Reino de Deus é reino em que nos inserimos com adesão livre e pessoal, e nós devemos deixar que Nosso Senhor Jesus Cristo reine sempre na nossa vida; devemos abrir-Lhe com alegria a porta do nosso espírito, fazê-Lo entrar na nossa vida acolhendo a sua Palavra e respondendo a ela com a nossa diária fidelidade aos nossos empenhos, com um posicionamento de vida que se baseie em efetivas opções coerentes com a fé.
Em Jesus Cristo, Deus – o Alfa e o Ômega – é Aquele que é, e que era, mas ao mesmo tempo O que há de vir. O Reino de Deus, que mediante a criação permanece inabalável no universo inteiro, ao mesmo tempo tem na humanidade, mediante a obra da redenção, o seu passado, presente e futuro. Tem a sua história, que se desenvolve juntamente com a história da humanidade. No centro desta história, como já salientamos, encontra-se Jesus Cristo.
LEIA MAIS: