sábado, 9 de março de 2013

SÃO PEDRO, O PRIMEIRO PAPA?

Não é raro ver, nos noticiários da TV acerca do conclave a ser realizado em Roma nestes dias, a imagem de São Pedro como primeiro papa, sentado num trono e com a mitra ou a tiara na cabeça.

Mas o(a) católico(a), já bastante desconfiado(a) diante do que se mostra na TV, se pergunta: será que essas imagens correspondem à história? Dou aqui algumas informações históricas que podem ajudar a ter clareza sobre esse ponto.
1.É claro que Pedro se destaca entre os apóstolos. No evangelho de Mateus (16, 16-19), Jesus tem palavras particularmente elogiosas para ele. Pedro tinha dito: ‘Jesus, você é o ungido de Deus. Você não fala na ira de Deus nem na condenação, como muitos profetas, mas cuida das pessoas e lhes transmite sempre uma mensagem positiva. Tudo que você faz e diz é direcionado para o bem das pessoas’. E Jesus: ‘Pedro, você é como uma pedra, tão segura é sua palavra. Se todos entendessem o que você diz aqui, minha igreja estaria bem segura, como se fosse construída sobre uma rocha. Você, Pedro, capta minhas intenções’.
2. Na época se praticava muita cura de doença na Palestina. Os chamados exorcistas andavam pelos vilarejos a curar e consolar os doentes. O povo acreditava que eles expulsavam os demônios, que seriam os causadores de todos os males. Mas a maioria desses exorcistas eram charlatães que se aproveitavam das misérias humanas para se exibir e extorquir dinheiro. O evangelho de Marcos mostra Jesus como um exorcista diferente, sensível diante das misérias humanas e muito cuidadoso com as pessoas. Daí seu imenso sucesso, em toda a Galileia e mesmo além. Ele curou muita gente e teve muitos seguidores (apóstolos), por sua vez enviados para curar, expulsar demônios e consolar.
3. E assim Pedro, seguindo às orientações de Jesus, se tornou igualmente um grande exorcista. Os Atos dos Apóstolos relatam que,depois da morte de seu mestre, ele foi um dos exorcistas mais requisitados da Palestina. Por onde passava, ‘os doentes se alinhavam nas praças para que pelo menos sua sombra passasse por eles’(At 5, 15-16). Pedro parece um novo Jesus, como se pode verificar comparando o texto aqui citado dos Atos dos Apóstolos com o capítulo 6 do evangelho de Marcos (vv. 55-56). Aparecem as mesmas palavras: vilarejo, maca, praça, etc. O autor dos Atos quer mostrar que Pedro continua a tarefa de Jesus. Muitos outros textos mencionam Pedro como exorcista ‘em nome de Jesus’, como a segunda carta de Pedro (escrita por um discípulo do apóstolo), o Apocalipse de Pedro e os Atos de Pedro, sendo os dois últimos textos apócrifos. Autores importantes dos séculos II e III como Justino, Ireneu e Tertuliano também mencionam Pedro, mas sempre na qualidade de exorcista, nunca de papa.
4. Mesmo o historiador Eusébio de Cesareia, um dos ideólogos do imperador Constantino (século IV), não vê em Pedro um papa, mas um exorcista. Você mesmo pode verificar isso no Google (Eusébio de Cesareia, História Eclesiástica, 2, 14, 6) ou consultando o volume 15 da ‘Patrística’ (Editora Paulus, 2000), na página 91. Aí Eusébio escreve que Pedro viajou a Roma, não para assumir o ministério papal, mas para combater o exorcista Simão, um samaritano, que fazia falsos milagres e causava muito mal. Na mesma ‘História Eclesiástica’, um pouco adiante (2, 25, 4-5) você pode ler que Tertuliano, um autor do início do século III, escreve que há muita gente indo a Roma par venerar os túmulos de Pedro e Paulo. As pessoas não iam para ver o papa, mas para visitar os lugares onde, segundo a tradição, os dois principais apóstolos teriam sido martirizados.
5. Pedro não é o único exorcista da escola de Jesus que teve sucesso. A história nos conserva alguns outros nomes: os sete filhos do sumo sacerdote Ceva (At 19, 13-15), Jacó de Quifas Secania (que curou um rabino em nome de Jesus), Eleazar e finalmente o exorcista anônimo em Mc 9, 38. Quando os apóstolos reclamam a Jesus que há outros exorcistas atuando em seu nome, ele tem uma reação inesperada: ‘deixem que eles também trabalhem. Quem não é contra nós, trabalha em nosso favor’(Mc 9, 38-40). A ideia de Jesus deve ter sido a seguinte: quanto mais pessoas se empenham em cuidar da saúde das pessoas, tanto melhor.
6. Em toda essa história não aparece nenhum sinal de papa. Segundo os documentos, o primeiro bispo do Ocidente a ser chamado ‘papa’ foi Cipriano, bispo de Cartago entre 248 e 258, enquanto o primeiro bispo de Roma a receber oficialmente o nome ‘papa’ foi João I, no século VI. Disso tudo pode se deduzir que as origens do cristianismo são bem diferentes do que existe hoje. Os modelos passam, o evangelho fica.
08 de março de 2013.
Fonte: Enviado por email pelo autor.
Blogspot: http://eduardohoornaert.blogspot.com.br/

Eduardo Hoornaert,
Padre casado, belga, com mais de 5O anos de Brasil, historiador
e teólogo, mais de 20 livros publicados. Mora em Salvador.
Dedica-se agora ao estudo das origens do cristianismo

QUARESMA

Artigo de dom Odilo sobre a Quaresma
Na linguagem corrente, a Quaresma abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até ao Sábado Santo. Contudo, a liturgia propriamente quaresmal começa com o primeiro Domingo da Quaresma e termina com o sábado antes do Domingo da Paixão.
A Quaresma pode se considerar, no ano litúrgico, o tempo mais rico de ensinamentos. Lembra o retiro de Moisés, o longo jejum do profeta Elias e do Salvador. Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo e Oitava da Páscoa).

Leia também:

O significado das Cinzas

Data dos tempos apostólicos a Quaresma como sinônimo de jejum observado por devoção individual na Sexta-feira e Sábado Santos, e logo estendido a toda a Semana Santa. Na segunda metade do século II, a exemplo de outras igrejas, Roma introduziu a observância quaresmal em preparação para a Páscoa, limitando porém o jejum a três semanas somente: a primeira e quarta da atual Quaresma e a Semana Santa.
A verdadeira Quaresma com os quarenta dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV, e acredita-se que, para essa instituição, tenham influído o catecumenato e a disciplina da penitência pública.
O jejum consistia originariamente numa única refeição tomada à tardinha; por volta do século XV tornou-se uso comum o almoço ao meio-dia. Com o correr dos tempos, verificou-se que era demasiado penosa a espera de vinte e quatro horas; foi-se por isso introduzindo o uso de se tomar alguma coisa à tarde, e logo mais também pela manhã, costume que vigora ainda hoje. O jejum atual, portanto, consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.
A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, que variam conforme determinação dos bispos locais.
No Brasil são dias de jejum e abstinência a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação do episcopado brasileiro, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, exceto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência.
Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias. A obrigação de se abster de carne começa aos 15 anos. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. Quem está doente (isto também vale para as mulheres grávidas) não está obrigado a jejuar.
“Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo. A penitência é uma virtude sobrenatural intimamente ligada à virtude da justiça, que “dá a cada um o que lhe pertence”: de fato, a penitência tende a reparar os pecados, que são ultrajes a Deus, e por isso dívidas contraídas com a justiça divina, que requer a devida reparação e resgate. Portanto, a penitência inclina o pecador a detestar o pecado, a repará-lo dignamente e a evitá-lo no futuro.
A obrigatoriedade da penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:
- Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;
- da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.
- Do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;
- do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.
Vê-se daí quão útil para o pecador aproveitar o tempo da Quaresma para multiplicar suas boas obras, e assim dispor-se para a conversão.
Segundo os Santos Padres, a Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado, para uma ressurreição espiritual, que marque na Páscoa o reinício de uma vida nova em Cristo ressuscitado.
A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa, ao sacrifício e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a freqüência às pregações quaresmais, a leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação.
O jejum e abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento e emenda de nossos pecados.
A caridade fraterna — base do Cristianismo — inclui a esmola e todas as obras de misericórdia espirituais e corporais.
Quais são as Obras de Misericórdia?
Corporais
Espirituais
1. Dar de comer a quem tem fome.
2. Dar de beber a quem tem sede.
3. Vestir os nus
4. Dar pousada aos peregrinos
5. Assistir aos enfermos.
6. Visitar os presos.
7. Enterrar os mortos.
1. Dar bom conselho.
2. Ensinar os ignorantes.
3. Corrigir os que erram.
4. Consolar os tristes.
5. Perdoar as injúrias.
6. Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo.
7. Rogar a Deus por vivos e defuntos.
Fonte: Site Catequisar e Missal Romano

sexta-feira, 8 de março de 2013


Nota da CNBB pelo Dia Internacional da Mulher

presidencia.4No final da reunião do Conselho Permanente da CNBB, nesta tarde de 7 de março, os bispos divulgaram uma Nota Oficial da Conferência, assinada pela Presidência, na qual saudam e agradecem as mulheres em sua data mundial.

Veja a Nota:

NOTA DA CNBB PELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunidos em Brasília-DF, de 05 a 07 de março, queremos homenagear todas as mulheres por ocasião do Dia Internacional da Mulher – 8 de março. Neste dia, em particular, “a Igreja agradece todas as manifestações do ‘gênio’ feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e Nações; agradece todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres na história do Povo de Deus, todas as vitórias que deve à sua fé, esperança e caridade agradece todos os frutos de santidade feminina” (Beato João Paulo II, A Dignidade da Mulher, n. 31)

Saudamos e agradecemos, de modo especial, às mulheres que, por sua vocação, missão e empenho na superação de todo tipo de violência, possibilitam a construção de uma cultura de paz no ambiente familiar e social. Reconhecemos que “face a inúmeras situações de violência e tragédias, são quase sempre as mulheres que mantêm intacta a dignidade humana, defendem a família e tutelam os valores culturais e religiosos” e apontam sinais de esperança, como falou Bento XVI (Angola, 2009).

Ao mesmo tempo, lamentamos que ainda persistam situações em que a mulher seja discriminada ou subestimada por ser mulher. A Igreja, por sua missão, une-se a todas as pessoas de boa vontade para eliminar as pressões familiares e os argumentos sociais, culturais e até mesmo religiosos, que usam por causa da diferença para justificar atos de violência contra a mulher, tornando-a objeto de atrocidades e de exploração.

Alegra a todos nós e à sociedade constatar que, cada dia mais, cresce a consciência da dignidade e do papel da mulher, que fortalece seu protagonismo marcante e significativo na vida política, social, econômica, cultural e religiosa da sociedade brasileira.

Merecem, ainda, nosso reconhecimento e gratidão, a dinâmica presença e a atuação das mulheres na vida e na ação evangelizadora da Igreja, expressa pela sua vocação vivida no exercício dos vários ministérios, organismos, pastorais e serviços na construção do Reino de Deus no hoje de nossa história.

Desejamos que, no cuidado da vida e no exercício da caridade e da cidadania, as mulheres continuem sendo testemunho de perseverança pelos caminhos que conduzem à justiça e à paz.

Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Jesus e nossa, modelo de mulher, mãe, esposa e trabalhadora, ilumine e proteja as mulheres de nosso país.

Brasília-DF, 07 de março de 2013

Dom José Belisário da Silva

Arcebispo de São Luís do Maranhão

Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi

Bispo de Ponta Grossa – PR

Vice-Presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB

quarta-feira, 6 de março de 2013

Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos 2013

Cadernos_e_Cartaz400A edição 2013 da Semana de Oração para a Unidade dos Cristãos (SOUC), será realizada entre os dias 12 e 19 de maio. O tema da Semana será “O que Deus exige de nós?”. Inspirado em Miquéias 6:6-8, o material foi todo preparado pelo Movimento de Estudantes Cristãos da Índia, com a consultoria da Federação de Universidade Católica de Toda a Índia e do Conselho Nacional de Igrejas na Índia. O Conselho Nacional de Igrejas Cristã do Brasil (CONIC), por sua vez, se encarregou de produzir todo o material que será utilizado por igrejas e movimentos ecumênicos.
No processo de preparação, enquanto se refletia sobre o significado da Semana, ficou decidido que, num contexto de injustiça em relação aos dalits na Índia e na Igreja, a busca pela unidade visível não poderia estar dissociada do desmantelamento do sistema de castas e do apelo às contribuições para a unidade dos mais pobres.
Para adquirir o Cartaz e o Caderno de Oração da SOUC os interessados deverão entrar no site da CONIC e obter as informações.
Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos da seguinte maneira: 40% para a representação regional do CONIC (onde houver) e 60% para o CONIC Nacional.
Neste ano de 2013 as ofertas destinadas ao CONIC Nacional serão utilizadas na continuidade da conscientização temática “Superação da Intolerância Religiosa”, tema que vem sendo trabalhado pelos regionais do CONIC.
Fonte: CNBB

Colégio de Cardeais envia telegrama ao Papa emérito Bento XVI

Ao fim da Congregação Geral desta terça-feira, os Cardeais enviaram um telegrama ao Papa emérito, assinado pelo Cardeal decano Angelo Sodano.

A seguir, a íntegra da mensagem:

“Os Padres Cardeais reunidos no Vaticano para as Congregações gerais em vista do próximo Conclave enviam a Sua Santidade uma uníssona saudação com a expressão da renovada gratidão por todo o luminoso ministério petrino de Sua Santidade e pelo exemplo dado de uma generosa solicitude pastoral para o bem da Igreja e do mundo.

A gratidão dos Cardeais quer representar o reconhecimento de toda a Igreja pelo incansável trabalho de Sua Santidade na vinha do Senhor.

Os membros do Colégio Cardinalício confiam, enfim, nas orações de Sua Santidade pelos cardeais, assim como por toda a Santa Igreja”.

telegramapapa

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Cardeal Scherer, arcebispo de São Paulo, explica o que são “congregações gerais”


cardealSobre as “congregações gerais” que decorrem esta semana, juntando os cardeais, em vista da preparação do Conclave, Cristiane Murray pediu um esclarecimento ao cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, Brasil. Clique aqui.

Fonte: Rádio Vaticana.

110 cardeais eleitores presentes na terceira Congregação Geral e ainda não definida data do Conclave

lombardi.5.3.2013O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, concedeu no início da tarde desta terça-feira, 5 de março, uma coletiva sobre as congregações gerais dos cardeais em vista do Conclave. Ele adiantou que o número de eleitores pesentes agora são 110 e os cardeais ainda não marcaram a data do Conclave.

Em destaque, a mensagem que os cardeais enviaram na manhã desta terça-feira a Bento XVI. Ainda não foi tomada uma decisão acerca do início do Conclave. No início da coletiva, o religioso jesuíta voltou brevemente à segunda Congregação Geral de segunda-feira, realizada na parte da tarde. Durante a Congregação teve lugar a meditação do pregador da Casa Pontifícia, o frade capuchinho Pe. Ranieri Cantalamessa.

Pe. Lombardi afirmou que na tarde desta segunda-feira chegaram alguns cardeais, em particular alguns eleitores, que na parte manhã ainda não estavam presentes e, portanto, assim que chegaram fizeram o seu juramento: o patriarca maronita libanês, Cardeal Raï; o arcebispo de Colônia, Cardeal Meisner; o arcebispo de Berlim, Cardeal Völki; o arcebispo de Dacar, Cardeal Sarr, e o arcebispo de Praga, Cardeal Duka.

Na Congregação desta segunda foi decidido que não haverá congregações na tarde desta terça e da quarta-feira: portanto, também na quarta-feira haverá Congregação somente pela manhã.

Na manhã de hoje teve lugar a terceira Congregação Geral, realizada das 9h30 às 12h40 locais, com um intervalo de cerca de meia hora. Também manhã desta terça-feira outros cardeais chegaram ao Vaticano, os quais fizeram o seu juramento. Dois cardeais eleitores: o arcebispo de Madri, Rouco Varela, e o polonês Grocholewski. Portanto, no momento estão presentes em Roma 110 cardeais eleitores. 148 purpurados participaram da Congregação Geral desta manhã.

Pe. Lombardi informou que na Congregação Geral desta manhã foram feitos 11 pronunciamentos. Entre os temas: atividade da Santa Sé e dos diferentes dicastérios e a sua relação com os episcopados; renovação da Igreja à luz do Concílio Vaticano II; situação da Igreja e exigência da nova evangelização no mundo, nas diferentes situações culturais. Ao todo, entre segunda e terça-feira, foram feitos 33 pronunciamentos representativos de todos os 5 continentes.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé afirmou que há uma liberdade e uma expressividade da assembléia que tem sido muito eficaz nos pronunciamentos. Ademais, por enquanto, a duração dos pronunciamentos não foi reduzida a um tempo determinado. A questão do início do Conclave continua completamente aberta à consideração dos cardeais. Até então não foi tomada nenhuma decisão, precisou.

Pe. Lombardi acrescentou que a congregação dos cardeais quer entender de quanto tempo pode precisar para fazer a sua adequada preparação em vista da decisão tão importante do Conclave. Portanto, “sem apressar as coisas”, comentou.

O sacerdote jesuíta informou que amanhã, quarta-feira, às 17h locais, na Basílica de São Pedro, os cardeais se reunirão no Altar da Cátedra para a Adoração e as Vésperas. Trata-se de um momento de oração que será conduzido pelo cardeal decano Angelo Sodano.

Os cardeais convidam toda a Igreja a rezar e a viver na oração este tempo de preparação para uma decisão tão importante como a eleição do Papa.

Na tarde desta terça-feira tiveram início os trabalhos de preparação da Capela Sistina: portanto, a partir de hoje a capela não mais pode ser visitada pelos turistas, dados os trabalhos em vista do Conclave.

Por fim, Pe. Lombardi fez uma atualização dos dados concernentes à presença da imprensa para a eleição do novo Pontífice. Até a tarde desta segunda-feira os temporariamente acreditados eram 4.432; os permanentes, entre imprensa, foto e vídeo, eram 600. Portanto, superada a cifra total dos 5 mil acreditados. Eles representam 65 nações e 24 línguas.

Ademais, foram mostradas as imagens do Centro Televisivo Vaticano (CTV) com as três urnas que serão utilizadas pelos cardeais na votação durante o Conclave.

Fonte: CNBB

terça-feira, 5 de março de 2013


Subir para Deus, descer aos humanos

“Se sua mística não se transformar em compaixão, não está vivendo na verdade. É preciso movimentar-se nos dois polos: subir a Deus para descer aos humanos”


Padre Almir Magalhães*

Vou me inspirar num dos maiores místicos do século XX, Thomas Merton, para consolidar esta reflexão. Monge Trapista, nascido em 31 de janeiro de 1915 e falecido de forma curiosa em 10 de dezembro de 1968, sendo considerado um mártir. Era da Abadia de Gethsemani, Kentucky, centro-sul dos Estados Unidos. Escritor, Poeta e Ativista Social.

Como referência, tomo as indicações de uma excelente publicação, de autoria de Antonio Getúlio Bertelli (um estudioso de Merton), intitulado Mística e compaixão – a teologia do seguimento de Jesus em Thomas Merton (Paulinas, 2008).

Para este monge, o conceito de compaixão é um corretivo de mística: “nenhuma mística é autêntica se não se converte em compaixão”. A compaixão implica desta forma uma responsabilidade sobre o outro, sobretudo os que estão em situação de abandono e de exclusão. Sendo assim, “a compaixão corrige e equilibra a mística: a experiência do encontro com o mistério de Deus não se dá unicamente na interioridade fechada, mas na exterioridade face a face com o outro” (cf. A. Getúlio, p. 18).

Aqui aponto para o título deste artigo – a mística deste autor é apresentada segundo um duplo movimento – vertical: subir para Deus, ter este encontro com o mistério divino e outro movimento horizontal: descer aos humanos. Daí se conclui que a plenitude da espiritualidade do seguimento se dá não de forma unilateral, eu e meu Deus, mas quando este encontro provoca a compaixão, a solidariedade, com a situação dos outros. Esta situação tem nomes, locais, endereços e é fácil de ser encontrada em nossos bairros e paróquias.

Parece que há, no nosso entender, uma lacuna e um descompasso entre a espiritualidade de Merton com a espiritualidade predominante, na medida em que sobrevivemos espiritualmente numa verticalidade, num olhar para cima e ter vontade de armar nossas tendas no êxtase, na catarse, no bem-estar que esta incomensurável experiência proporciona (cf. Mt. 17, 1-5 – Cena da transfiguração: Como é bom estarmos aqui Senhor! Vamos armar três tendas…).

Não estou descaracterizando esta espiritualidade, mas refiro-me à lacuna, ao descompasso, e que para a espiritualidade ter sua completude precisa de um outro elemento – descer aos humanos.

O atual papa, quando do discurso inaugural da Conferência de Aparecida no dia 13 de maio de 2007, afirmou que “santidade não é fuga para o intimismo ou para o individualismo religioso, tampouco abandono da realidade urgente dos grandes problemas econômicos, sociais e políticos da América Latina e do mundo, muito menos fuga da realidade para um mundo exclusivamente espiritual”. (DI n. 3 e no Doc. 148). Vê-se, portanto, que o papa assina embaixo, com esta sua afirmação, das ideias de Merton.

Relevante também na espiritualidade de Thomas Merton é que ele une mística e profecia. Diante do seu contexto, vivendo num país poderoso, foi o primeiro padre católico a denunciar a violência no seu país, a imoralidade da guerra do Vietnã, a condenar o uso da bomba atômica numa suposta “guerra justa”. Sobre a guerra contra o Vietnã, “considerou chocante e antievangélica a atitude do cardeal Francis Spellman, arcebispo de Nova York, abençoando os canhões que iriam destruir milhares de vidas humanas, crianças, mulheres e adultos no Vietnã”. (Fato já bastante conhecido e de domínio público, citado no livro de A. Getúlio, p. 80).

Acredito que o conhecimento dos escritos deste místico, pode nos ajudar a entender o que significa uma espiritualidade do seguimento de Jesus. Sua experiência de conversão teve um processo e um ritmo – do mundo ao mosteiro, vivendo o paradigma clássico de desprezo ao mundo, fuga mundi. Depois de viver 17 anos como monge, percebeu que não há oposição, mas sim distinção entre sagrado e profano, natural e sobrenatural. Em 1958, acorda: Se sua mística não se transformar em compaixão, não está vivendo na verdade. Cada um tem o seu processo, mas é preciso movimentar-se nos dois polos: subir a Deus para descer aos humanos.

*Padre Almir Magalhães é diretor e professor da Faculdade Católica de Fortaleza, Seminário da Prainha e mestre em Missiologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Lugar para todos no coração de Dom Helder

“Quem estiver sofrendo no corpo e na alma; quem, pobre ou rico estiver desesperado, terá lugar especial no coração do bispo” – Dom Helder Câmara

padre Geovane Saraiva NOVA2por Padre Geovane Saraiva*

O Brasil e o mundo conheceram um Dom Helder porta-voz dos injustiçados e dos empobrecidos, nas suas posições em favor de um mundo fraterno e solidário e de uma Igreja pobre e servidora. Conhecemos um Dom Helder respeitoso das pessoas e cheio de amor para com os sofredores. Um Dom Helder totalmente identificado com o povo, que neste 7 de fevereiro celebramos sua vida, nascido há 104 anos, na nossa cidade de Fortaleza.

Colocamos na patena a vida do místico, Dom Helder Câmara, profundamente apaixonado pelo Criador e Pai. O padre Salesiano, João Carlos Ribeiro, afirmou no prefácio do livro, Sonhos e Utopias, do Padre Geovane Saraiva: “Havia tanta emoção nas palavras da consagração que o vimos muitas vezes chorando ao celebrar a Missa. E sempre repetia com toda convicção que o verdadeiro celebrante da Missa é Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Recordamos um Dom Helder, pastor da paz e da ternura, que se sentia honrado quando seus inimigos o acusavam de utópico e sonhador, porque se aproximava do “cavaleiro andante”, dizendo-lhes com muita segurança e convicção: “Comparar-me a Dom Quixote, está longe de ser uma nota depreciativa”. E acrescentava-lhes: “Ai do mundo se não fosse a utopia, ai do mundo se não fosse os sonhadores”.

Como é maravilhoso, no dia do seu aniversário de nascimento recordar alguns dos seus inúmeros pensamentos: “Mesmo que a maior angústia te visite e acompanhe, não te deixes que ela reflita em teu rosto”; “O mundo agitado e triste precisa que leves contigo tua paz e tua alegria”; “Feliz de quem entende que é preciso mudar muito para ser sempre o mesmo”; “Feliz de quem atravessa a vida tendo mil razões para viver”; “Tenho pena, Senhor, dos sem abrigo, e mais pena ainda dos instalados, dos enraizados, que fizeram da terra morada permanente”.

Contamos com sua presença, ao celebrarmos a memória do pastor dos empobrecidos, numa compreensão de que, para o mundo de hoje é indispensável recordá-lo como um referencial, um modelo e uma figura exemplar, ao afirmar: “Quem estive sofrendo no corpo e na alma, quem, pobre ou rico estiver desesperado, terá lugar especial no coração do bispo”.

Dia 7 de fevereiro de 2013, na Paróquia de Santo Afonso (Igreja Redonda), às 18 horas. Av. Jovita Feitosa, 2733 – Parquelândia – Fortaleza – CE.

*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, Escritor, Membro da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE), e da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza.

Pároco de Santo Afonso – geovanesaraiva@gmail.com

Quaresma: misericórdia e não sacrifício

Padre Geovane Saraiva*geovane150Viver bem neste mundo, na lógica do projeto de Deus, quer dizer ir encontro do reino, inaugurado por Jesus de Nazaré, na doação de sua própria vida. Ele não somente despojou-se de tudo, mas assumiu na sua vida, a condição dos sofredores, para com eles caminhar, para curá-los, para trazê-los de volta à vida digna. E o reino continua hoje, neste mundo, com a doação daqueles que assumem a mesma causa de Jesus, tornando-se pobres, com o mesmo Espírito do Mestre. Gosto muito dos pensamentos de Dom Helder Câmara, na sua grande profundidade: “Caminhar é ir ao encontro de metas. Significa mover-se para ajudar muitos outros a moverem-se, no sentido de tudo fazer para criar um mundo mais justo e humano”.
O Evangelho do sermão da montanha começa com as bem-aventuranças, declaração maravilhosa e solene, proclamada pelo Filho de Deus, na qual o reino de Deus nos é revelado como uma boa notícia aos pobres. Essa declaração ou anúncio é um grito de alegria, feito por Jesus de Nazaré, pela chegada do reino de Deus e, ao mesmo tempo, uma proposta rigorosa e exigente a um estilo de vida, no desprendimento e despojamento: “Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o tipo de mal contra vós por causa de mim” (Mt 5, 11).
Vivemos num mundo, experimentando muitos sinais de morte e nunca nos acostumamos com a dura realidade da morte. Ela pesa sobre nós. Sofremos muito com a morte, porque somos criaturas humanas e apegados a esta vida aqui da terra e não a enxergamos, na maioria das vezes como algo natural, tudo por causa das nossas contingências e limitações.
As bem-aventuranças querem nos colocar diante das tensões e dos desafios. Mas para nós, pessoas de fé, de maneira alguma, as situações duras e sinais de morte nos apontam para o fim. O Deus que enviou o seu Filho Jesus e o ressuscitou, nos ensina a viver bem aqui na terra, com pés firmes no chão, e assim, sonhar com a glória futura. “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5, 12).
Compreendemos que somos limitados, que não conseguimos dar um passo há mais, diante das tragédias, tensões e situações de limites. Elas nos ensinam e relevam algo precioso: a certeza de que a realidade dura e pesada dos sinais de morte nos engrandece e humaniza, dizendo-nos que a vida está acima de tudo. Daí olhar para a realidade da morte como nossa irmã e companheira inseparável. O exemplo vem de Francisco de Assis, ao dizer com grande Fé, sabedoria e confiança: “Louvado seja Deus pela irmã morte”.

Quando injustiça e tudo aquilo que gera a morte chegar perto de nós e bater à nossa porta, surpreendendo-nos e deixando nosso coração marcado pela dor e sofrimento, peçamos que a tristeza se transforme em alegria e esperança, certos de que o critério para o nosso julgamento e o julgamento da história é o da prática da justiça. Somos, portanto, desafiados a colocar a nossa própria vida diante do projeto de Deus, no amor que se traduz em justiça, verdade e solidariedade. É deste modo, que a piedade divina se transforma em misericórdia e generosidade, como diz tão bem o Profeta Oséias: “Quero misericórdia e não sacrifício” (Os, 6, 6).

Jesus nos promete e nos assegura a felicidade, não apenas num futuro longe e distante, lá no céu, na eternidade, mas já aqui na terra. A vontade de Deus é que o seu reino seja algo concreto e presente no mundo, através de nós, seus seguidores. Todo aquele que deseja participar e tem como sonho maior o reino de Deus, precisa experimentar a alegria da transformação interior, no desprendimento e despojamento, usando os bens deste mundo, mas com uma grande vontade de abraçar os bens que são eternos, que não passam, tendo diante dos olhos a promessa do Filho de Deus, na busca da sua própria felicidade e a do próximo.



*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, Escritor, Membro da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE), da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal.

Pároco de Santo Afonso

geovanesaraiva@gmail.com

Dados sobre a renúncia do Papa Bento XVI


padre-Brendan200*Pe. Brendan Coleman Mc Donald.

A porta-voz oficial do Vaticano, Padre Frederico Lombardi, ofereceu várias informações a imprensa mundial entre 12 e 15 de fevereiro, 2013. Segue um resumo das perguntas feitas pelos jornalistas e as respostas dadas:

1 – Qual será a última aparição pública de Bento XVl como papa? Resposta: Será na Audiência Geral de quarta feira, dia 27 de fevereiro de 2013 na Praça de São Pedro. No dia 28 de fevereiro haverá a última audiência privada na Sala Clementina da Santa Sé com alguns cardeais.

2 – Bento XVl tem alguma doença grave? Resposta: Não. Bento XVl não tem nenhuma doença grave.

3 – É verdade que Bento XVl tem um marca passo? Resposta: Sim, desde que era Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina e Fé. Há algumas semanas trocaram as baterias.

4 – A Encíclica sobre a Fé que Bento XVl estava escrevendo será publicada dado que ele não pode concluí-la? Resposta: Eventualmente, se for decidido torna-la pública, mas não como “encíclica”.

5 – Por que Bento XVl escolheu às 20.00 horas do dia 28 de fevereiro para completar seu ministério como papa? Resposta: Porque é a hora que ele normalmente termina o seu dia de trabalho.

6 – Para onde vai Bento XVl após sua aposentadoria como papa? Resposta: Inicialmente, por um período de dois meses para a residência de Castel Gondolfo. Depois, volta para o Vaticano para viver no mosteiro de clausura Mater Ecclesiae.

7 – É verdade que Bento XVl decidiu demitir-se durante sua viagem apostólica ao México? Resposta: Bento XVl amadureceu o tema de sua renúncia como uma etapa a mais no seu longo processo de reflexão e discernimento sobre este tema.

8 – Qual será o nome e o título de Bento XVl após o dia 28 de fevereiro? Resposta: Este assunto ainda está sendo ponderado. Existe uma certa unanimidade que o manterá o nome de Bento XVl e o título será “Bispo emérito de Roma”.

9 – Bento XVl vai participar do Conclave para eleger seu sucessor? Resposta: Não e nem fará parte do Colégio Cardinalício.

10 – Como Bento XVl irá se vestir após 28 de fevereiro? Resposta: Ainda não se sabe.

11 – A renúncia de um papa está prevista e regulamentada pelo Código de Direito Canônico? Resposta: Sim, está prevista no Código de Direito Canônico.

12 – O que vai acontecer com Mons. Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVl e Prefeito da Casa Pontifícia? Resposta: O Mons. Georg Gänswein secretário particular de Bento XVl, vai acompanha-lo em Castel Gandolfo e depois ao mosteiro Mater Ecclesia, e também permanece Prefeito da Casa Pontifícia.

13 – Quem vai morar com Bento XVl no mosteiro Mater Ecclesia dentro do Vaticano depois de sua renúncia? Resposta: As Memores (um grupo de mulheres consagradas, membros da família pontifícia, que auxiliam o papa nas necessidades regulares da casa).

14 – A questão dos chamados “Vatileaks” influenciou a decisão do papa? Resposta: Não teve nenhuma relevância. Se você deseja receber informações corretas deve se limitar ao que disse o papa sobre a renúncia.

15 – Aproximadamente, quando poderia começar o Conclave? Resposta: As datas mais convincentes indicam que iniciará entre 15 e 20 de março.

16 – Bento XVl mudou as regras para a eleição de um papa nas últimas semanas? Resposta: Não. Não mudou recentemente as regras para a eleição de um papa. Em 2007 ele fez uma pequena alteração para mudar o sistema de votação, estabelecendo que é necessário uma maior de dois terços na votação realizada no Conclave.” O resto das normas vigentes continuam a ser as da constituição” Apostólica Universi Dominici Gregis”.

17 – Qual é o termo correto para descrever o que o papa fez? Resposta: “Renúncia” seria o termo mais específico e técnico, não “demissão” porque pressupõe que alguém aceita a demissão para que tenha efeito, no caso do papa, isso não é necessário.

18 – Existem lutas de poder no Vaticano? Resposta Em toda a instituição existe uma dinâmica que leva a opiniões diferentes, o que é sempre uma riqueza. Porém, afirmar que há lutas de poder no Vaticano não corresponde à realidade do que está acontecendo na Igreja.

19 – Bento XVl encontrará com o novo papa? Resposta: Não está programado que Bento XVl encontrará com o novo papa.

20 – Por que Bento XVl decidiu ficar, depois de dois meses em Castel Gandolfo num mosteiro no Vaticano e não retornar à Baviera, sua terra natal? Resposta: Bento XVl não mencionou claramente, mas a presença e oração de Bento XVl no Vaticano dá uma continuidade espiritual ao papado. Além disso, Bento XVl mora no Vaticano há mais de três décadas.

21 – Quais são as razões exatas dadas por Bento XVl para sua renúncia? Resposta: Na segunda-feira 11 de fevereiro, o Papa Bento XVl afirmou explicitamente que chegou “a certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério Petrina”, e também mencionou para governar a Igreja e anunciar o Evangelho é necessário “o vigor quer do corpo quer do espírito, vigor este, que nas últimas meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado”.

22 – Qual é a agenda oficial de Bento XVl de 11 a 28 de fevereiro,2013? Resposta: O calendário oficial de Bento XVl é o seguinte: 23 de fevereiro: Conclusão dos exercícios espirituais; 24 de fevereiro –último Angelus de Banto XVl na Praça de São Pedro; 25 de fevereiro, audiência privada com alguns cardeais; 27 de fevereiro última Audiência Geral de Bento XVl; 28 de fevereiro, às 11.00 horas saúda os cardeais na Sala Clementina do Vaticano. Às 17.00 hortas se transfere para Castel Gandolfo. Às 20 Horas começa a Sede Vacante23 – Pe. Lombardi disse (dia 21/2/´13) que “O papa Bento XVl poderá publicar um decreto, chamado “Moto Próprio”, para antecipar a celebração do Conclave depois de deixar o papado no dia 28. No dia 23 de fevereiro a Secretaria do Estado Vaticano publicou um comunicado deplorando a tentativa de condicionar o Colégio Cardinalício em vista do próximo Conclave e a “difusão de notícias muitas vezes não verificadas, ou não verificáveis, ou até mesmo falsas…com graves danos a pessoas e instituições”.

No dia 24 de fevereiro Pe. Francisco Lombardi escreveu: “Não faltam aqueles que procuram aproveitar do momento de surpresa e desorientação dos espíritos fracos para semear confusão e desacreditar a Igreja e o seu governo, usando instrumentos antigos – como maledicência, a desinformação, às vezes a calúnia – ou fazendo pressões inaceitáveis para condicionar o exercício do dever do voto de um ou de outro membro do Colégio dos Cardeais, considerados indesejáveis por um motivo ou outro”.

“Na maioria dos casos, aqueles que se colocam como juiz, fazendo pesados julgamentos morais, não têm de fato nenhuma autoridade para fazê-lo. Quem tem em mente em primeiro lugar dinheiro, sexo e poder, e está acostumado a ler com estes parâmetros as diferentes realidades, não é capaz de ver outra coisa nem mesmo na Igreja, porque o seu olhar não sabe fixar-se no alto ou descer em profundidade para acolher as dimensões e as motivações espirituais da existência. O resultado é uma descrição profundamente injusta da Igreja e de muitos dos seus homens”.

Fonte: Agência de notícias ZENIT, uma agência católica confiável.

*Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1.

sexta-feira, 1 de março de 2013

60 ANOS DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL - GRANDE FESTA - 28/02/2013

No dia 28 de fevereiro Monsenhor Oscar Peixoto Filho celebrou 60 anos de ordenação sacerdotal. os festejos foram compostos de 3 eventos principais: café da manhã com membros da comunidade de São Judas, Celebração Eucarística (19 horas) e jantar festivo.
A celebração Eucarística contou com a presença do Arcebispo de Fortaleza Dom José Antônio, o Bispo Auxiliar Dom Vasconcelos e mais de 25 padres e 30 seminaristas. Na ocasião o Padre Domingos comemorou os 25 anos de Ordenação Sacerdotal.
"Na humildade que lhe é peculiar pediu que seu presente seja doações de gêneros alimentícios para os Seminários de Teologia e Filosofia onde ajuda na formação, acompanhando espiritualmente os seminaristas. Monsenhor Oscar merece toda a nossa admiração pelo exemplo de sacerdócio fiel à sua missão, seguidor fiel aos ensinamentos de Cristo, sendo sua vida um exemplo de acolhimento, serviço principalmente aos mais pobres, amor aos que o rodeiam. Obrigado Monsenhor Oscar pelo exemplo de Sacerdote dedicado a Cristo, à Igreja e aos irmãos". (Site da Arquidiocese)

Carlos Andrade - MESC - Capela de São Judas Tadeu

FOTOS - 28/02/2013

Basta clicar no link abaixo para acessar as fotos das comemorações que aconteceram no dia 28 de fevereiro de 2013 por conta dos 60 anos de Ordenação Sacerdotal de nosso querido amigo Monsenhor Oscar Peixoto Filho:
 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

MONSENHOR OSCAR PEIXOTO



Ordenação Diaconal: 20/12/1952
Ordenação Sacerdotal: 28/02/1953
Provisão e outras atividades:
- Reitor da Capela São Judas Tadeu e Juiz do Tribunal Eclesiástico.
- Vice-Presidente da Providência Sacerdotal
Histórico Pastoral:
- 01/07/1956 – Trabalho com Dom Lustosa – até 1963;
- 1960 -Diretor da Cáritas;
- 29/06/1969 – Paróquia do Mondubim – até 1974;
- 11/03/1975 a 05/03/1981 - Paróquia de Fátima;
- Coordenação da Pastoral Arquidiocesana;
- 10/03/1981 a 03/04/1989 - Paróquia do Pio X;
- Ecônomo da Arquidiocese;
- Vigário Episcopal da Região Metropolitana II;
- 04/04/1989 Paróquia de Maracanaú até 01/11/1993;
- Vigário Judicial do Tribunal Eclesiástico;
- 01/11/1993 a 21/02/2005 - Paróquia de São Geraldo;
- Vice-Presidente da Providência Sacerdotal;
- 22/07/2006 – Reitor da Capela São Judas Tadeu.

Uma igreja em permanente missão

Repensar nosso modo de fazer missão significa avaliar que metodologia estamos utilizando, como este processo se torna educativo.

minialmir1Por Almir Magalhães*

Logo no início do Documento de Aparecida, há uma afirmação contundente que desafia nossa compreensão e consequentemente nosso modo de desenvolver nosso processo de evangelização. O documento afirma no n. 11 “A Igreja é chamada a repensar profundamente e a relançar com fidelidade e audácia sua missão nas novas circunstâncias latino americanas e mundiais”.

Dois verbos dão ênfase à frase em apreço – repensar e relançar. Repensar nosso modo de fazer missão significa avaliar que metodologia estamos utilizando, como este processo se torna educativo, se vai amadurecendo o modo de compreender qual o papel da Igreja, sobretudo quando se volta para si mesma para tomar consciência de que é servidora do mundo, se todos os que estão envolvidos no processo são considerados como interlocutores e não destinatários, numa relação simétrica, dialógica e não autoritária, se leva em consideração a articulação entre os três eixos fundamentais do significado da missão no referido documento = discipulado-missão-vida, dando uma compreensão total dos elementos constitutivos da missão.

Repensar e relançar a missão numa sociedade em profundas e rápidas mudanças significa não repetir fórmulas que podem ser consideradas caducas que foram válidas para determinado momento da história mas que hoje não ajudam na transmissão da fé. Neste sentido, vale a pena avaliar toda a nossa pastoral, seja ela de preparação para a recepção dos sacramentos ou outras mediações, que precisam ser pastorais conteúdos missionários.

Repensar e relançar a missão significa aproximar-se de duas práticas que têm um peso popular muito grande, que são as missões populares e visitas missionárias. No que diz respeito às missões populares, geram a impressão de que podem tornar nossas paróquias mais missionárias. Elas podem ser consideradas como um momento de animação missionária de valor, mas não transformam nossas paróquias, porquanto, terminado o processo das mesmas, as paróquias continuam com a mesma estrutura, a catequese de iniciação à vida cristã (batismo, 1a. Eucaristia e Crisma) continuam com a fórmula anterior, não conduzem para aquilo que está destacado acima, para o discipulado (seguimento de Jesus) e não toca na vida das pessoas especialmente aquelas mais machucadas que precisam da nossa solidariedade, não encara os desafios do meio ambiente.

Por outro lado, tem-se desenvolvido muito hoje em dia em nossas atividades as visitas domiciliares. Considero-as importantíssimas porque se trata de uma atividade que põe as pessoas em contato mútuo, numa perspectiva de relacionamento, desde que se constituam em um ministério da visitação, como atividade permanente, com os missionários sendo preparados para exercerem tal ministério, evitando assim improvisações que podem causar embaraços. Muitas experiências negativas têm acontecido neste campo, quando estas visitas são utilizadas para se saber quem não é casado, batizado, ainda não fez primeira eucaristia… ora, afinal de contas o agente externo, o visitador, está “invadindo” um ambiente que não é seu. Estas visitas podem também se revestir de uma eficácia enorme, quando o missionário faz discretas anotações daquilo que percebeu e a paróquia institui um momento de partilha e socialização da experiência, não apenas para uma avaliação da iniciativa em si, mas também das percepções de fatos da vida das pessoas que exigem a solidariedade e a presença da comunidade eclesial como resposta, como testemunho.

Uma igreja (paróquia) em estado permanente de missão irradia o anúncio do evangelho em todo o seu território. Descentralizando este território em setores ou áreas, dá vida aos mesmos e no processo de evangelização gesta proximidade entre as pessoas e visibilidade da comunidade eclesial. Não basta descentralizar, é importante que estes setores se movimentem, tenham vida eclesial.

O Documento de Aparecida já tem cinco anos de existência. Que provocações ele despertou em sua paróquia?

*Almir Magalhães é padre da Arquidiocese de Fortaleza, diretor Geral da Faculdade Católica de Fortaleza e mestre em Missiologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana.

Artigo publicando no JORNAL O POVO  no dia 17 de fevereiro de 2012.

“Deus é caridade: da caridade de Deus tudo provém, por ela tudo forma, para ela tudo tende” (Papa Bento XVI)

Na Carta Encíclica, Caritas in Veritate, dos documentos pontifícios, Bento XVI chama a atenção para temas contemporâneos como os desvios e esvaziamento do sentido da caridade na atualidade, que a excluem da vida ética, e ainda impedem a sua correta valorização. No documento intitulado “O Desenvolvimento Humano Integral na Caridade e na Verdade”, Bento dedica aos bispos, presbíteros, diáconos, pessoas consagradas, fiéis leigos, e a todos as pessoas de boa vontade, uma intensa reflexão sobre a caridade, via mestra da doutrina social da Igreja.
“A caridade é amor recebido e dado; é graça. A sua nascente é o amor fontal do Pai pelo Filho no Espírito Santo. É amor, que, pelo filho, desce sobre nós. É amor criador pelo qual existimos; amor redentor, pelo qual somos recriados.”. Descreve um trecho da Carta.
Perante uma realidade de um mundo cada vez mais individualista, o Sumo Pontífice faz um chamamento ao “bem comum”. “Amar alguém é querer o seu bem e trabalhar eficazmente pelo mesmo. Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele “nós-todos”, formados por indivíduos, famílias e grupos intermediários que se unem em comunidade social. Não é um bem procurado por si mesmo, mas para as pessoas que fazem parte da comunidade social e que, só nela, podem realmente e com maior eficácia obter o próprio bem. Querer o bem comum e trabalhar por ele é exigência de justiça e de caridade.”
O papa ainda questiona o sentido e os critérios que a sociedade se baseia para “diferenciar” os seres humanos. “A vocação ao progresso impele os homens a “realizar, conhecer e possuir mais, para ser mais”. Aqui levanta-se o problema, sobre o que significa “ser mais”? Para responder a esta indagação Bento XVI lembra Paulo VI: “O que conta para nós é o homem, cada homem, cada grupo de homens, até se chegar à humanidade inteira”.
Notícia da CNBB

“Crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação” (Papa Bento XVI)

Ao proclamar o Ano da Fé, o papa Bento XVI publicou a carta apostólica Porta Fidei, em 11 de outubro de 2011. No texto, ele recorda que o centro da atenção eclesial deve estar no encontro com Jesus Cristo e na beleza da fé nele. “Só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior, porque tem sua origem em Deus”.

Retomando a celebração do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e os vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, o papa vê essa oportunidade como ocasião para que a Igreja se renove, especialmente através do testemunho de vida de quem crê. “De fato, os cristãos são chamados a brilhar, com sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou (…). Nessa perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo”.

O desejo do Santo Padre é de que o Ano da Fé suscite, em cada cristão, o desejo de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. “Esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê é um compromisso que cada crente deve assumir”.

Ao delinear o percurso que o cristão deve fazer para compreender o conteúdo da fé, o papa elenca aspectos importantes da unidade entre o ato com que se crê e os conteúdos a que damos assentimento. “O professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos”. Desta forma, a profissão de fé se torna um ato simultaneamente pessoal e comunitário. “De fato, o primeiro sujeito da fé é a Igreja”.

Bento XVI também assinala na carta que o Catecismo da Igreja Católica é um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quem tem a incumbência da formação dos cristãos. “De fato, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogações, que provêm de uma mentalidade divergente que hoje, de forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. A Igreja, porém, nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade”.

Por fim, o papa recorda que o Ano da Fé é uma ocasião de intensificar o testemunho da caridade. “A fé sem caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar seu caminho. De fato, não poucos cristãos dedicam amorosamente sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo”.

Confira a íntegra do documento, clicando aqui.

Lançamento e Coletiva da CF 2013 em Fortaleza


cfA Arquidiocese de Fortaleza realizou no dia 13 de fevereiro, às 14 horas, no Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja”, o Lançamento e Coletiva da Campanha da Fraternidade 2013 que este ano tem como tema “Fraternidade e Juventude” e lema “Eis-me aqui, envia-me!” (uma citação do Profeta Isaías, 6,8). A CF 2013 tem como objetivo acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz.
A mesa foi composta por autoridades eclesiais, Dom José Antonio A. Tosi Marques – Arcebispo de Fortaleza, Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos – Bispo Auxiliar de Fortaleza, Dom Rosalvo Cordeiro de Lima – Bispo Auxiliar de Fortaleza, Padre Francisco José Duarte de Medeiros – Assessor Eclesiástico do Setor Juventude da Arquidiocese de Fortaleza, Padre Denys Lima – Coordenador Regional da Jornada Mundial da Juventude e Irmão Joilson Toledo - Irmão Marista e membro da Equipe da CF da Arquidiocese, representantes da sociedade civil municipal e estadual de Políticas Públicas da Juventude, José Elcio Batista - Secretário de Juventude de Fortaleza, Ismênio Bezerra - Coordenador Especial de Políticas Públicas de Juventude do Estado do Ceará, Nilson - representante da Pastoral da Juventude no Conselho Estadual de Juventude e dois jovens do Setor de Juventude da Arquidiocese de Fortaleza – SEJAF, Lucas Guerra e Raul Bezerra.
Também foi apresentada por Isabel Cristina Forte da Cáritas Arquidiocesana de Fortaleza a prestação de contas do Fundo Diocesano de Solidariedade, referente ao gesto concreto da Coleta Nacional de Solidariedade que é realizada no Domingo de Ramos e que no ano de 2012 apoiou vários projetos.
Estiveram presentes ao evento sacerdotes, diáconos, religiosas, autoridades, representantes das comunidades, pastorais sociais, movimentos e organismos da Arquidiocese, como também Profissionais de Comunicação (Rádios, Jornais, Televisão e Mídias Sociais) e membros da Pastoral da Comunicação – PASCOM.



Confira imagens - Silvio Martins – Pascom da Região Episcopal Bom Jesus dos Aflitos

Palavra do Pastor


Encontro marcado com os jovens.
Este ano de 2013 nos convoca de modo todo particular a um encontro marcado com os jovens. Evento central será a JMJ – Jornada Mundial da Juventude com o encontro do Santo Padre com os jovens na cidade do Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho.
Precede a JMJ uma programação preparatória que está se desenvolvendo em toda a Igreja, especialmente no Brasil, sede da Jornada. Acontecerá na semana anterior à JMJ, nas dioceses de todo o Brasil, a Semana Missionária. A mesma reunirá os jovens locais e jovens peregrinos que assim desejarem, vindos de todos os cantos da Terra. As dioceses com suas paróquias e comunidades estão se preparando para receber os jovens peregrinos da JMJ e a Semana Missionária com sua programação própria.
A este encontro mais amplo marcado com os jovens, acresce-se a Campanha da Fraternidade 2013 dedicada à Juventude no tempo da Quaresma em sua preparação para a Solenidade da Páscoa. Inicia-se a CF 2013 na Quarta-feria de Cinzas, dia 13 de fevereiro, dia em que começa o Tempo Quaresmal. Fraternidade e Juventude é o tema. “Eis-me aqui, envia-me (Is 6,8)” é o lema. “Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para o seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundada na cultura da vida, da justiça e da paz” é o objetivo desta Campanha.
Temos assim um encontro marcado com os jovens para acolhê-los com todo amor que nos vem de Deus e com toda a esperança humana no novo da vida. Assim será possível oferecer aos jovens uma oportunidade de encontro pessoal com Jesus Cristo, que realizará com eles o projeto de uma vida plena. Deste encontro que é conjunto surge a comunhão eclesial e comunitária que os sustenta na caminhada da vida – para que possam contribuir com seus próprios dons e talentos para o bem de todos. Vidas úteis e significativas. Teremos na jovem geração os agentes do novo, os construtores da esperança , os protagonistas da civilização do amor e do bem comum.
E como estamos vivendo, por proposta do Santo Padre Bento XVI, o Ano da Fé (de 11 de Outubro de 2012 até 24 de Novembro de 2013), nada melhor que oferecer aos jovens o dom maravilhoso do Amor de Deus que nos é dado na Fé. Instrumento desta proposta respeitosa do encontro com Deus Pai em Cristo é o Catecismo da Igreja Católica, onde se apresenta a doutrina da Fé Cristã – luz e vida.
Ampliando e concretizando o chamado feito por Deus aos jovens, e por iniciativa das diversas forças jovens presentes no Setor Juventude da Arquidiocese de Fortaleza, estaremos nos sábados da Quaresma (16 e 23 de fevereiro; 9 e 16 de março) nos encontrando com os jovens na Catedral Metropolitana para uma tarde de partilha de Fé.
Como bem dizia o Beato Papa João Paulo II: “evangelizar é oferecer a Fé de modo respeitoso à inteligência e à liberdade das pessoas”.
Assim os mesmos jovens se unem conosco para este testemunho que leve outros companheiros de juventude à resposta: “Eis-me aqui, envia-me (Is 6,8)”.
O que sabemos enfim é que Jesus tem um encontro marcado com os jovens; é que nós mesmos com Ele temos um encontro marcado com os jovens.



+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Tráfico Humano


padre-Brendan200Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald*

Um relatório divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) coloca o Brasil como rota oficial do tráfico humano. O documento divulgado em dezembro passado rastreou a situação em 136 países, nos cinco continentes, e detectou a ocorrência de tráfico em 118 deles. Muitas pessoas não têm noções claras sobre em que consiste tráfico de pessoas. Foi definido assim: “O tráfico de pessoas ocorre quando seres humanos são negociados, transportados, recrutados ou aliciados para fins de exploração”. É fato conhecido que o trafico humano acontece no Brasil. As vítimas incluem homens, mulheres e crianças, normalmente aliciados para diversas fins. Entre estes fins os mais comuns são a exploração sexual e o trabalho escravo. O coordenador da Unidade de Governança e Justiça do UNODC Rodrigo Vitória afirma: “Em especial mulheres e crianças brasileiras do sexo feminino sofrem exploração sexual em países da Europa”. Frequentemente as vítimas são enganadas e iludidas pelos traficantes com falsas promessas de bons empregos e excelentes salários. O aliciamento acontece frequentemente em boates, casas noturnas, casas de massagem, motéis e prostíbulos etc. Os criminosos nesta área também usam classificados em jornais, revistas e até na Internet para enganar as vítimas.

Muitas pessoas que são vítimas do tráfico humano são pessoas de pouca escolaridade e de baixo nível de classe social, e os traficantes valem-se dos medos inerentes nas vítimas de suas condições de imigrantes. Normalmente eles têm medo de chamar a polícia, e pessoas que percebem a exploração das vítimas têm medo de denunciá-las por causa de possíveis represálias. Desde o ano 2006, o Brasil possui a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas aprovado pelo decreto federal 5.948/2006. É muito importante alertar pessoas contra este terrível crime que tem penas de 3 a 8 anos de reclusão.

Aqui no Ceará o Governo do Estado através da Secretaria de Justiça e Cidadania e o Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas estão fazendo um grande esforço para combater este tipo de tráfico e especialmente a exploração sexual. Uma pessoa que não vê nada de bom em seu futuro arriscará tudo para ter uma oportunidade e, entre os riscos que correrá, está também o de ser vítima de tráfico.

Manter-se longe dos traficantes assim: a) desconfiando, mesmo se as propostas de bom trabalho forem de amigos ou conhecidos; b) embora que histórias de sucesso na prostituição no exterior (ou no Brasil) são raras, mesmo assim são usadas como iscas pelos aliciadores; c) tenha em mente que uma proposta para trabalho em outro país não acontece tão facilmente e que geralmente esconde escravidão humana; d) nunca entregue seu passaporte a quem fez a proposta de trabalho; e) se precisar de ajuda, procure a Polícia Federal ou o consulado brasileiro mais próximo; f) busque informações e denuncie pela central telefônica 180 ou através do site www.mj.gov.br . No Ceará pode denunciar casos suspeitos ao: Governo do Estado (85)3454.2199 ou a Polícia Federal (Nacional) (61) 2024.8044.

* Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1.

Papa estuda possibilidade de “Motu Proprio” para esclarecer pontos do Conclave, afirma Pe. Lombardi


PadreLombardi400Durante entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, 20 de fevereiro, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, afirmou que “o Papa está considerando a possibilidade da publicação de um Motu Proprio, nos próximos dias, obviamente antes do início da Sé Vacante, para precisar alguns pontos particulares da Constituição apostólica sobre o Conclave, pontos estes que ao longo dos últimos anos foram apresentados”.

O religioso não soube dizer se o Pontífice vai considerar necessário ou oportuno fazer este esclarecimento sobre a questão do tempo de início do Conclave. “Se e quando o documento será publicado o veremos. O que me resulta é o estudo, por exemplo, de alguns pontos de detalhe para a plena harmonização com outro documento que diz respeito ao conclave, ou seja, o Ordo Rituum Conclavis”, prosseguiu Pe. Lombardi.

De acordo com o porta-voz, a decisão depende apenas da avaliação de Bento XVI, que julgará ou não ser necessária a publicação de um documento como este.

POR: CNBB / RÁDIO VATICANO

Encontro marcado com os jovens

Encontro marcado com os jovens.


Este ano de 2013 nos convoca de modo todo particular a um encontro marcado com os jovens. Evento central será a JMJ – Jornada Mundial da Juventude com o encontro do Santo Padre com os jovens na cidade do Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho.

Precede a JMJ uma programação preparatória que está se desenvolvendo em toda a Igreja, especialmente no Brasil, sede da Jornada. Acontecerá na semana anterior à JMJ, nas dioceses de todo o Brasil, a Semana Missionária. A mesma reunirá os jovens locais e jovens peregrinos que assim desejarem, vindos de todos os cantos da Terra. As dioceses com suas paróquias e comunidades estão se preparando para receber os jovens peregrinos da JMJ e a Semana Missionária com sua programação própria.

A este encontro mais amplo marcado com os jovens, acresce-se a Campanha da Fraternidade 2013 dedicada à Juventude no tempo da Quaresma em sua preparação para a Solenidade da Páscoa. Inicia-se a CF 2013 na Quarta-feria de Cinzas, dia 13 de fevereiro, dia em que começa o Tempo Quaresmal. Fraternidade e Juventude é o tema. “Eis-me aqui, envia-me (Is 6,8)” é o lema. “Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para o seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundada na cultura da vida, da justiça e da paz” é o objetivo desta Campanha.

Temos assim um encontro marcado com os jovens para acolhê-los com todo amor que nos vem de Deus e com toda a esperança humana no novo da vida. Assim será possível oferecer aos jovens uma oportunidade de encontro pessoal com Jesus Cristo, que realizará com eles o projeto de uma vida plena. Deste encontro que é conjunto surge a comunhão eclesial e comunitária que os sustenta na caminhada da vida – para que possam contribuir com seus próprios dons e talentos para o bem de todos. Vidas úteis e significativas. Teremos na jovem geração os agentes do novo, os construtores da esperança , os protagonistas da civilização do amor e do bem comum.

E como estamos vivendo, por proposta do Santo Padre Bento XVI, o Ano da Fé (de 11 de Outubro de 2012 até 24 de Novembro de 2013), nada melhor que oferecer aos jovens o dom maravilhoso do Amor de Deus que nos é dado na Fé. Instrumento desta proposta respeitosa do encontro com Deus Pai em Cristo é o Catecismo da Igreja Católica, onde se apresenta a doutrina da Fé Cristã – luz e vida.

Ampliando e concretizando o chamado feito por Deus aos jovens, e por iniciativa das diversas forças jovens presentes no Setor Juventude da Arquidiocese de Fortaleza, estaremos nos sábados da Quaresma (16 e 23 de fevereiro; 9 e 16 de março) nos encontrando com os jovens na Catedral Metropolitana para uma tarde de partilha de Fé.

Como bem dizia o Beato Papa João Paulo II: “evangelizar é oferecer a Fé de modo respeitoso à inteligência e à liberdade das pessoas”.

Assim os mesmos jovens se unem conosco para este testemunho que leve outros companheiros de juventude à resposta: “Eis-me aqui, envia-me (Is 6,8)”.

O que sabemos enfim é que Jesus tem um encontro marcado com os jovens; é que nós mesmos com Ele temos um encontro marcado com os jovens.



+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

“Crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação” (Papa Bento XVI)

Ao proclamar o Ano da Fé, o papa Bento XVI publicou a carta apostólica Porta Fidei, em 11 de outubro de 2011. No texto, ele recorda que o centro da atenção eclesial deve estar no encontro com Jesus Cristo e na beleza da fé nele. “Só acreditando é que a fé cresce e se revigora; não há outra possibilidade de adquirir certeza sobre a própria vida, senão abandonar-se progressivamente nas mãos de um amor que se experimenta cada vez maior, porque tem sua origem em Deus”.

Retomando a celebração do cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II, e os vinte anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica, o papa vê essa oportunidade como ocasião para que a Igreja se renove, especialmente através do testemunho de vida de quem crê. “De fato, os cristãos são chamados a brilhar, com sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou (…). Nessa perspectiva, o Ano da Fé é convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo”.

O desejo do Santo Padre é de que o Ano da Fé suscite, em cada cristão, o desejo de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. “Esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e refletir sobre o próprio ato com que se crê é um compromisso que cada crente deve assumir”.

Ao delinear o percurso que o cristão deve fazer para compreender o conteúdo da fé, o papa elenca aspectos importantes da unidade entre o ato com que se crê e os conteúdos a que damos assentimento. “O professar com a boca indica que a fé implica um testemunho e um compromisso públicos”. Desta forma, a profissão de fé se torna um ato simultaneamente pessoal e comunitário. “De fato, o primeiro sujeito da fé é a Igreja”.

Bento XVI também assinala na carta que o Catecismo da Igreja Católica é um verdadeiro instrumento de apoio da fé, sobretudo para quem tem a incumbência da formação dos cristãos. “De fato, em nossos dias mais do que no passado, a fé vê-se sujeita a uma série de interrogações, que provêm de uma mentalidade divergente que hoje, de forma particular, reduz o âmbito das certezas racionais ao das conquistas científicas e tecnológicas. A Igreja, porém, nunca teve medo de mostrar que não é possível haver qualquer conflito entre fé e ciência autêntica, porque ambas, embora por caminhos diferentes, tendem para a verdade”.

Por fim, o papa recorda que o Ano da Fé é uma ocasião de intensificar o testemunho da caridade. “A fé sem caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida. Fé e caridade reclamam-se mutuamente, de tal modo que uma consente à outra realizar seu caminho. De fato, não poucos cristãos dedicam amorosamente sua vida a quem vive sozinho, marginalizado ou excluído, considerando-o como o primeiro a quem atender e o mais importante a socorrer, porque é precisamente nele que se espelha o próprio rosto de Cristo”.

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